segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Cores Primárias

CORES PRIMÁRIAS E COMO USAR




Bom, aqui neste post irei falar sobre as cores que deram origem à todas as outras cores existente,
e elas já existem desde a fundação do mundo, sim elas existem na natureza, são cores que não podem ser feitas através de combinações, elas são originais.

Estamos falando das cores: AMARELO, AZUL E VELMELHO! Todo artista usa essas cores em suas paletas, pois elas também possuem muitas variáveis, a partir delas podemos obter várias tonalidades. Assim fazendo uma harmonia de cores, e dando um toque refinado à nossas pinturas...

Exemplos: A partir de um amarelo médio eu posso obter vários tons, como: amarelo claro, amarelo escuro, amarelo ocre, laranja, por isso nós, a maioria dos pintores ao comprar um tom de amarelo, para nossa paleta, sempre compramos o amarelo médio, para podermos ter opções e variações de tonalidades.

Somente com essas três cores básicas, somos capazes de fazer uma pintura excelente, e também é ideal para quem está começando na pintura, pois o iniciante precisa dominar corretamente essas três cores, para depois passar a utilizar outras variações de paletas. É muita importância todo pintor saber usar essas cores básicas, pois com elas um pintor faz muitas coisas dentro de um contexto reduzido de opções.

AS MISTURAS:




Faça um círculo cromático colocando as cores primárias nessas posições que está na imágem, faça a misturas das cores, amarelo e vermelho - vermelho e azul - azul e amarelo. essa primeira mistura você vai colocar no meio, entres as duas cores que você fez a mistura. por exemplo: entre o amarelo e o vermelho obtivemos um laranja, essa será nossa cor secundária. depois vem a mistura desse mesmo laranja que conseguiu, misturamos de novo com o amarelo, aí teremos uma cor terciária, um  amarelo alaranjado e assim você fará com todas as outras cores, até completar o seu círculo cromático.

Que irá ficar da seguinte maneira, ordem e nome das cores:








A TEMPERATURA DAS CORES:

As cores possuem dois grupos de temperaturas, que servirão de base para estilo que queremos pintar em alguma ocasião, pois através delas saberemos como as cores se comportam na tela.
Por isso vamos lhe mostrar como devem usar esse conhecimento ao seu favor.

Veja a imagem abaixo:



Note que todas as cores frias são derivadas do azul, e todas as cores quentes derivam do amarelo e do vermelho, esses grupos se complementam ou seja, uma precisa da outra, em uma paleta deve conter essas cores, pois sem elas a pintura não ficará harmoniosa.

É muito comum encontrar artistas que fazem uso de paletas contendo cores de alta e de baixa intensidade. Como exemplo, tomaremos os vermelhos. Encontram-se comumente em uso nas paletas diversos tipos de vermelhos terrosos como o Terra de Siena Queimada (Burnt Sienna) ou o Vermelho Veneza (Venetian Red). Além dos vermelhos terrosos há ainda diversos tipos de vermelhos de forte intensidade como o Vermillion (Chamado na América do Sul de "Vermelhão") ou o Vermelho de Cádmio (Cádmium Red Médium), obtendo-se assim, duas "famílias" de intensidade: vermelhos de alto e de baixo chroma. Mas, ao analisar cuidadosamente uma tabela de cores de sua marca preferida de tinta, o artista descobrirá que há geralmente mais de uma opção de cor tanto para suas variantes de baixa ou alta intensidade. 

É necessário seguir uma ordem de escolha. Em primeiro lugar, o artista deve optar pela intensidade da família de cor que pretende manter em sua paleta. Portanto, deve optar pelo uso de somente um (ou mais) vermelhos terrosos (baixo croma/intensidade), um (ou mais) vermelhos intensos ou pelo uso de ambos (baixa e alta intensidade) em sua paleta. Notem que não há opção melhor: o que determina a escolha é o tipo de atmosfera ou resultado cromático que o artista deseja alcançar. Veja abaixo, um exemplo de vermelho terroso e de um vermelho intenso.



Escolhido a intensidade do matiz, o artista se depara com uma segunda questão. Temos diferentes vermelhos (sejam eles intensos ou não) que podem tender delicadamente para quaisquer uma de outros matizes, como o amarelo, violeta, rosa, laranja, azul, etc. Por exemplo, o Vermelho Indiano (Indian Red) e o Terra de Siena Queimada (Burnt Sienna) são ambos vermelhos terrosos (imagens abaixo) mas o primeiro tem maior tendência ao violeta quando comparado ao segundo. Uma análise da tabela de cores mostrará que muitas cores, terrosas ou não, de um mesmo matiz (família) possuem alguma diferença cromática.

vermelho indiano



         terra de Siena queimada

Escolhido a intensidade do matiz, o artista se depara com uma segunda questão. Temos diferentes vermelhos (sejam eles intensos ou não) que podem tender delicadamente para quaisquer uma de outros matizes, como o amarelo, violeta, rosa, laranja, azul, etc. Por exemplo, o Vermelho Indiano (Indian Red) e o Terra de Siena Queimada (Burnt Sienna) são ambos vermelhos terrosos (imagens abaixo) mas o primeiro tem maior tendência ao violeta quando comparado ao segundo. Uma análise da tabela de cores mostrará que muitas cores, terrosas ou não, de um mesmo matiz (família) possuem alguma diferença cromática.

O valor de ambas as cores (o quão clara ou escura ela é) pode mudar consideravelmente dependendo da marca de tinta, mesmo que ambas levem o mesmo nome e o mesmo índice de cor (códigos como PBr7, PB29, PR83, etc). Existem Siena Queimadas mais claros e mais escuros do que esse mostrado acima e o mesmo vale para o Vermelho Indiano. De forma que a comparação de valor entre essas duas cores é relativo, dependendo de quais marcas estarão em uso na comparação. No caso acima, o Vermelho Indiano é mais escuro do que o Siena Queimada, mas no caso de outras marcas essa diferença poderá ser maior ou menor. As variações cromáticas do Vermelho Indiano não sofre de diferenças gritantes mas a segunda cor pode apresentar forte diferença, tendendo para Siena mais intensos e outros mais terrosos.
Todos os conceitos acima são fundamentais para qualquer pintor escolher uma cor e não são difíceis de se entender. Mas temos uma questão um pouco mais complexa: E quanto as cores que não possuem tanta diferença em seus matizes? Dois vermelhos que possuem seus valores, cores e intensidades muito próximas? Qual dessas cores tão similares é a melhor escolha? Existem diferenças ainda mais sutis?

O artista então separa todos os tubos de vermelho vivo (ou terroso) que deseja comparar. É nessa instância que o pintor acaba cometendo dois erros muito comuns. O primeiro, e pior de ambos, é julgar a cor pelo o que vê no rótulo. O segundo é comparar as cores pela própria cor da tinta quando a tampa do tubo é removida. Todo artista deve manter em mente que é necessário TESTAR as cores disponíveis, pois há várias importantes questões pertinentes aos pigmentos que nem sempre são levadas em consideração pelos artistas. Nesse momento, o pintor compara os tubos que abriu e conclui que as diferenças são imperceptíveis, tratando-se de cores muito similares.

Este foi nossa dica de hoje, bom aproveito e boas pinturas.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Dicas de Mistura e Harmonia de Cores